O que é Espondilolistese?

Descubra o que é espondilolistese, suas causas, sintomas e tratamentos

O que é Espondilolistese?
Luiz Roberto Matos
Luiz Roberto Matos
Patologias da Coluna
08/05/2018 08:05h
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É uma deformidade em que uma vértebra desliza sobre outra e provoca um desalinhamento da coluna. Este deslizamento ocorre de forma muito lenta, e muitas das vezes está estacionado (ZONER, 2006).

A espondilolistese pode se manifestar com dores no trajeto do nervo ciático, por vezes migratórias, ou com claudicação neurogênica, que é a dificuldade em caminhar curtas distâncias devido a fortes dores nas pernas e costas, devendo o paciente sentar-se para poder voltar a caminhar. Isto porque à medida que caminha as raízes nervosas vão sendo pressionadas nos forames (orifícios por onde as raízes saem da coluna em direção aos membros) ou no canal medular (longo canal que se inicia no pescoço e segue até a região glútea, contém a medula e as raízes nervosas). Este microtrauma acaba levando a uma diminuição da função normal das raízes, que se manifesta clinicamente como uma sensação de perda de força ou um “peso” nas pernas.

Ocorre em atletas jovens entre 9 e 14 anos, com diagnóstico de espondilólise. Predominância no sexo feminino e sintomatologia antes dos 20 anos de idade;

TIPOS DE ESPONDILOLISTESE

1 - Espondilolítica ou Ístmica

É secundária a fratura por estresse, muitas vezes múltiplas e recorrentes, de uma pars interarticularis previamente sadia. ocorre principalmente em adultos jovens. 

2 - Espondilolistese degenerativa

Ela resulta da degeneração do disco associada à artrose dos elementos articulares posteriores. A estenose é agravada pela deformação degenerativa dos processos articulares e obstrução constante dos recessos laterais.

Ocorre por instabilidade intersegmentar e alterações que resultam da degeneração artrítica das facetas lombares, além de fraqueza muscular, frouxidão ligamentar e degeneração discal. Predominante em pessoas idosas.

3 - Displásica:

Ocorre por anormalidade do segmento sacral superior ou do arco neural da última vértebra lombar. São em geral as mais graves e acometem já as crianças na primeira infância.

4 - Traumática:

Esse termo é reservado para trauma de alta energia, único que causa listese vertebral por fratura da pars interarticularis.

5 - Patológica:

Pode ser pós cirúrgica ou iatrogênica, ou ter origem em doenças sistêmicas como hipertiroidismo e doença de Paget, ou ainda ser por doença localizada como infecção ou processo destrutivo tumoral. 

SINTOMAS

  • O quadro álgico é localizado na região lombar as vezes na região glútea e região posterior da coxa;
  • Dor lombar, que é decorrente de esforço físico e melhora com o repouso;
  • Pode ocorrer dor ciática devido a compressão de estruturas nervosas;
  • Dores nas costas, devido ao aumento de tensão nas cápsulas articulares, ligamentos e músculos estabilizadores da coluna lombar
  • Dores irradiadas para as pernas, devido ao estreitamento do canal vertebral;
  • Alterações de sensibilidade como: formigamento ou dormência em alguma região do membro inferior.

CAUSAS

  • Movimentos repetitivos de hiperflexão e de torção da coluna;
  • Desequilíbrios musculares no tronco como encurtamentos dos eretores espinhais e do músculo iliopsoas;
  • Fraqueza da musculatura abdominal e do músculo quadrado lombar.
  • Mudança do eixo da coluna vertebral, causando a marcha anserina.
  • Malformação da coluna advindas desde o nascimento;
  • Pancadas e traumas na coluna, especialmente em acidentes de trânsito;
  • Doenças da coluna ou ossos, como a osteoporose;
  • Envelhecimento: o processo de envelhecimento natural deixa os ossos mais fracos, aumentando o risco de uma vértebra se movimentar e sair do local correto. 

TRATAMENTO CIRÚRGICO

O tratamento cirúrgico é realizado em pacientes portadores de espondilolistese ou doença degenerativa acometendo mais as regiões cervical e lombar.

Devido as diversas complicações pós-operatórias, a cirurgia só é recomendável quando a sintomatologia não regride com o tratamento conservador, ou ocorre a listese progressiva acima de 50% (grau 3), já levando a distúrbios da marcha (KNOPLICH, 2002). 

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é confirmado com radiografias da coluna lombar nas incidências de frente e perfil em ortostatismo, porém, nos estágios iniciais, pode não ser visível nos planos radiográficos.  A lesão somente é visível em exames que demonstram alta sensibilidade, como a cintilografia óssea e a ressonância magnética, porém a tomografia computadorizada permite a nítida visualização da lesão na fase inicial, (mais indicada na fase de edema), através dos cortes paralelos a ístmo vertebral, (ZONER, 2006).

O Método Pilates pode aliviar os sintomas da espondilólise e espondilolistese por meio de um conjunto de exercícios específicos que fortalece a musculatura proporcionando estabilidade à coluna lombar, equilíbrio muscular, mobilização articular e melhora da postura.

Os exercícios de alongamento e fortalecimento do Pilates enfatizam o trabalho da musculatura estabilizadora de coluna (cadeia posterior, paravertebrais e abdominais), promovendo alinhamento e estabilização vertebral, evitando a evolução do deslizamento da vértebra e consequentemente reduzindo o quadro álgico e melhora da qualidade de vida do paciente.

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